Querido 2015,

Escrevo com muita alegria esta carta (hábito que, aparentemente, voltou à moda este ano). Tivemos bons momentos juntos, não é mesmo? Teve um pouco de tudo: mudanças, viagens, casamentos, e até nascimentos. Não é a toa que eu gosto de anos ímpares, há alguns anos percebi que eles superam os pares de longe.

Feito este breve balanço, vamos ao que interessa. Apesar dos bons momentos vividos, sinto que nosso tempo já passou. Por isso escrevo esse desabafo ao som de Simone (ao-som-de-Simone, ouviu?), para dizer que já podemos seguir em frente.

Meu deus, e como podemos seguir em frente! Sabe como é, os planos para o Natal e Ano Novo estão feitos, as confraternizações marcadas, as férias ali na esquina. Os dias estão simplesmente lotados, e ainda assim, você insiste em ficar por aqui.

Não sou só eu que estou estranhando esta sua postura. No trabalho, tá todo mundo comentando: “não dá mais tempo”, “vai ficar para o próximo ano” e até “em janeiro a gente vê”. Às vezes não dizem assim, literalmente, mas o fazem com seus atos. 2016 realmente já tá logo aí, precisamos de ares novos, entende?

Estou escrevendo isso porque eu me importo com você e quero guardar boas lembranças dos momentos que tivemos juntos. Portanto eu peço, humildemente, que você se retire. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje, diz o ditado. Pois bem, para que a gente possa fazer tudo só em 2016, você precisa cooperar.

Aquele abraço,

Vanessa

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About the author

Sophia Bennett is an art historian and freelance writer with a passion for exploring the intersections between nature, symbolism, and artistic expression. With a background in Renaissance and modern art, Sophia enjoys uncovering the hidden meanings behind iconic works and sharing her insights with art lovers of all levels. When she’s not visiting museums or researching the latest trends in contemporary art, you can find her hiking in the countryside, always chasing the next rainbow.