É HEXA!

Queridos leitores,

Junho é mês de comemoração neste blog! Na marca do pênalti e em clima de Copa vem a comemoração do hexa, digo, dos 6 anos do Croniquices!

Resolvi atacar de youtuber por uma boa causa. É que eu achei que tava passando vergonha demais sozinha aqui e queria companhia 🙂

Graças aos seus comentários tenho muita munição para colocá-los em maus lençóis… ou, ao menos, um material para dar algumas risadas!

Sem mais enrolação, vamos ao prato principal:

Deixem seus comentários, por favor, pois estou curiosa para lê-los!

Obrigada pela companhia de sempre.

Abraço,

Vanessa

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Peneira

Por Vanessa Henriques

Lá pelo segundo tempo de um Polônia e Nigéria, que eu acompanhava de orelhada, veio a constatação: a Copa é uma grande dinâmica de grupo. É triste chegar a essa conclusão, já eu que odeio com todas as minhas forças essa forma de t̶o̶r̶t̶u̶r̶a̶ seleção, mas adoro uma Copa.

Veja se você concorda comigo. Há, antes de mais nada, uma disputa prévia para entrar na lista de convocados. O currículo pesa muito nesta fase: como está seu rendimento, quais clubes jogou, como foi na última temporada. É preciso ter estilo: de jogo e de cabelo.

Passando dessa fase, você passa para a dinâmica em si, com pitadas de BBB: você passa a conviver com seus concorrentes. É obrigado a socializar com eles, manter o mínimo do diálogo, entrosamento. É também a hora de conhecer seus pontos fracos.

Pior, aí você percebe que ali, todo mundo fez intercâmbio: um joga em Barcelona, outro em Londres, outro em Paris. Você já começa a pegar ranço deles, mas não há o que fazer. É preciso ganhar no carisma, na habilidade, no quinto metatarso em pleno funcionamento. Se vira.

No fundo, todo mundo compete por uma vaga no topo. Uma exibição de gala, o reconhecimento de suas habilidades e, muito importante, um novo contrato quando tudo acabar.

Ainda não te convenci? Lembremos de algumas atividades que envolvem uma Copa.

É preciso mentir (“claaaaro eu tô ótimo daquela lesão”). É preciso fingir (“meu Deus chutaram minha canela mas doeu no pé acho que foi pênalti”). É preciso dar entrevista para Galvão Bueno e afins (“é a desmoralização do árbitro de vídeo mesmo, Galvão, cê tá certo”).

Talvez eu esteja influenciada pelo fuso horário russo, que bate exatamente com o expediente. Talvez eu esteja procurando desculpas prévias para o fracasso do hexa (“também, quem aguenta tanta dinâmica?”).

Por ora, vou acompanhando a seleção (entenda como quiser) com a tranquilidade de espectadora. Mas vou aproveitar para mandar uns currículos durante o intervalo. Quem sabe não uso algumas das técnicas aprendidas pela TV? Já aviso a concorrência que o espírito está meio cansado, mas o metatarso está tinindo