Batalha da hidratação

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Por Vanessa Henriques

Nasci e cresci num ambiente bastante feminino. Sempre dividi casa e, principalmente, o banheiro, com mais três mulheres. Isso significa prateleiras e armários lotados de produtos de todos os formatos e finalidades, cada qual com a sua dona — e alguns relatos isolados e jamais provados de furtos de fragrâncias.

Eis que quando me mudei para morar com um menino, a coisa mudou bastante. De repente eu tinha muito mais espaço para minhas coisas: cremes, shampoos, esfoliantes e frescurinhas se acumulavam nas prateleiras. Tudo que eu precisava ceder era espaço para um shampoo anticaspa. Moleza.

Eis também que eu percebi que as coisas se acumulavam, eram muitas e, pior: eram todas minhas! Não dava para culpar ninguém nesse caso, e a hipótese de furto era mais remota ainda.

E antes que você ache que este é mais um texto sobre como o capitalismo nos faz comprar produtos, esclareço desde já: eu amo meus produtos e eu preciso deles. Cada um tem a sua função, e eu adoro tirar uma ‘tarde de beleza’ para usar as maiores frescurites e com direito a touca florida de banho na cabeça.

Ainda assim, um item se sobrepunha a todos os outros, eu não podia negar: os cremes hidratantes. Minha pele é realmente seca e precisa deles, mas não deixa de ser divertido pensar em todas as suas variedades e utilidades.

Só no meu banheiro encontrei hidratante: para o cabelo; para usar no banho; para o rosto; para as mãos; para os pés; para as cutículas das unhas da mão; para depois da depilação; e, finalmente, para o corpo. Quatro, no total: para ocasiões especiais (=caro e cheiroso), firmador, para pele seca, e um normal sem grandes características marcantes.

Seria mais fácil tomar banho de Monange, admito, mas também bem menos divertido. E pela profusão de resenhas de hidratantes nos blogs de beleza (Belezices incluído!), não estou sozinha nessa praia (esqueci o hidratante pós-sol!).

Mas o melhor insight sobre o assunto veio espontâneo, daquele com quem hoje divido (ou me apodero) o banheiro. Quando comentei que ia fazer uma hidratação no cabelo, ele me olhou confuso, e disparou: “Como assim? Com água? Vai lavar o cabelo, é isso?”.

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