Vi passarinho verde

Por Vanessa Henriques

Hoje fui surpreendida por um novo amigo. Fui tomar o meu café da manhã e, como de praxe, cortei um restinho do meu mamão para colocar no nosso comedouro — que é, sem rodeios, um prato de planta amarrado com um arame (pois antes era fita crepe e, obviamente, eles voavam) onde deixamos frutas para os passarinhos.

Lá da cozinha, ouvi um barulhinho diferente. Era um periquito-rico (que eu, como todo mundo, chamo de maritaca) bem à vontade, com um naco de mamão na boca e resmungando alguma coisa, como fazem os psitacídeos. Quando notou a minha presença, toda torta no sofá tentando focar a câmera horrível do celular, saiu voando.

No começo, os passarinhos não gostavam de tanto improviso. Veja bem, as condições eram ruins, a fita crepe vivia desgrudando, as frutas ficavam pretas (já que ninguém as comia) e se chovia ou ventava, corria-se o risco de sair voando com prato e tudo.

Demoraram para aparecer os primeiros penosos, curiosos e famintos. Mas eles apareceram. Um a um, fomos colecionando visitantes. Os cambacicas, pequeninos e abusados, tomando água de cabeça para baixo. Os sanhaços cinzentos, que sempre vêm em pares, para vigiar. Os sanhaços do coqueiro, maiores e falastrões, espantando que tivesse por ali. Os estalinhos dos beija-flores. O canto manjado do sabiá. A curiosidade e o piado forte, que sempre me assusta, do bem-te-vi.

Os periquitos, no entanto, nunca tinham se aventurado por ali. Há no meu prédio uma série de coqueiros plantados no jardim, e nós nos contentávamos em vê-los lá de cima, beliscando frutinhas e matraqueando. Eis que um descobriu o que as outras espécies já estão cansadas de saber: sempre tem um mamão, uma bananinha, às vezes outra fruta (que eles ignoram, os ingratos), geralmente de manhã, quando essa moça grande e estabanada do celular fica tentando te fotografar, ou de tarde, quando um barbudo fica imóvel no sofá tentando te espiar com um guia de aves na mão.

oi! (Foto: Vanessa Henriques)

Me divirto pensando em como eles encontram esse pratinho, na ponta de uma varanda no mar de prédio e de árvores desta vila. Pelo cheiro? Pela cor? Observando os outros penosos que param por ali?

E, depois de encontrado, o que fazer? Voltar sorrateiro, para ninguém perceber, e garantir o sua rodelinha de banana? Ou contar para a galera, trazer a passarada toda, fazer algazarra, e entrar de vez na lista de parasitas da nossa fruteira? São grandes reflexões para um corpo tão pequeno e tão pouca fruta.

Dá uma trabalheira manter os visitantes contentes. Quando eles ficam mais à vontade, não se envergonham de deixar seus cocôs de frutinha e sementes pela varanda. Nem de piar alto quando não tem nada para comer. Sem contar as brigas entre eles.

Mas é um charme tremendo dizer que acordou, em plena São Paulo, com o barulho dos penosos na janela. E vale a pena, para ficar em dias como esse, como quem vê passarinho verde.

 

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Do que não falei, do que esqueci, do que perdi

Por Vanessa Henriques

Vocês devem ter percebido (digam que perceberam!!) que tenho tentado voltar ao ritmo de escrita desde que postei aquele vídeo do aniversário do blog. Este texto era para ter vindo logo na sequência, ou até antes, mas acabei me embolando sozinha com compromissos pré-férias e viagens. Eis que ele veio.

Todo mês de junho tem tom de dilema. Sempre lembro, lá pro meio do mês, que o blog completa X anos e meu deeeus eu preciso fazer algo sobre isso. Ou não preciso? – afinal, não posto faz meses. Ainda faz sentido manter o blog? Virou só obrigação (e, ainda por cima, obrigação não cumprida)?

Os anos passam e a dúvida continua. Embalada por algumas conversas da terapia, decidi dar mais uma chance para esse blog surrado. Entrei no painel do wordpress e comecei a reler comentários. Tinha bastante coisa boa ali: confissões profundas e engraçadas, pedidos por mais textos, ranking de identificação…

Tinham comentários emocionados sobre textos que eu nem lembrava de ter escrito. [Mari Kondo que me perdoe, mas avancei pro estágio proibido e comecei a ler os textos antigos no meio desse processo de quase-arrumação de casa.] Tinha coisa boa ali, agradável, que eu gostei de reler.

E quanto mais eu fuçava, menos motivos sobravam para deixar de postar aqui. Deu uma saudade de mim, de outros tempos de vida que eu já tinha me esquecido que existiram. Eu escrevia bonito. Eu escrevia poesia. Eu escrevia quase toda semana. Quanta coisa mudou.

Ninguém sabe apontar o momento certo que, opa, tudo mudou. É impossível. Mas sempre restam pistas. Durante esses seis anos de Croniquices, eu passei por quatro empregos, mudei de casa, viajei muito, fiz novos amigos, perdi alguns. Vivi também experiências que me fizeram questionar a minha escrita, algo que compartilhei com poucas pessoas.

No início de 2016 fui aceita no Clipe (curso de escrita de literária oferecido pela Casa das Rosas) e passei no trainee da Folha. Parecia que agora tudo ia deslanchar com relação à escrita, certo? Mas a verdade é que tudo isso me colocou numa baita insegurança.

No curso, eu não tinha uma escrita profunda, atropelada, cheia de metáforas, miniconto ou o quer que seja. Não tinha lido os clássicos e nem conhecia as promessas. Na Folha, eu não tinha o tino de repórter, o texto seco, desidratado de conjunções e de clichês. E eu não sabia o que eu tinha, pra melhorar a situação. Ao invés de aproveitar o que aprendi e me aprimorar, acabei ficando vazia depois dessas experiências. A canoa virou.

E escrever ficou cada vez mais difícil. Estava assombrada pela concorrência, desestimulada, perdida. Nem me dava mais ao trabalho de inserir um “escrever crônica” na minha lista semanal. Quando a inspiração vinha, eu batia um texto sem vontade e publicava, para cobrir os buracos de meses sem publicação.

Eis que depois de tudo isso, eu leio um texto lindo sobre a chuva:

[a chuva] só queria cair do céu, aliviada depois de um dia abafado, penetrar na terra, quem sabe ir parar num lençol. Nós atrapalhamos também o caminho dela, mas ela não se vinga de nós. Continua caindo, incólume, sob nossas cabeças.

As andorinhas, ao contrário, dançam e brincam, recepcionando a chuva que decidiu cair impiedosa. Molham as penas sem dó, sem pensar no estrago do dia seguinte. Enquanto há chuva, há motivos para furá-la com voos rasantes.

Gosto de pensar que a chuva, assim como nós, tem humor. (…) Somos impermeáveis à água, mas permeáveis às sensações. Qual o humor da chuva de hoje?

Fui eu que escrevi isso, lá nos idos de 2013. Nos últimos anos, não fui capaz de escrever nada nesta linha. Porque eu esqueci da chuva, perdi a habilidade de olhar para ela e acho tudo que foi escrito sobre a chuva é melhor do que eu possa fazer. Cronista impermeável não serve de nada.

E agora, o que resta? A lembrança de tempos melhores e um objetivo. Voltar para trás para ir em frente. Mais um ano para continuar tentando. Falemos em junho.

Enquanto há chuva, há motivos para furá-la com voos rasantes (Foto: Carlos Oliveira)

Prosperidade*

Por Vanessa Henriques

Há um sentimento dúbio que os netos de imigrantes compartilham. Eles se orgulham das histórias incríveis dos seus familiares, que deixaram seus países fugindo de guerras, de fome, de dificuldades que nem sonhamos ter. Parecem que essas vidas foram vividas em outros séculos, tamanhas as peripécias, as dificuldades e, o mais impressionante, como tudo ficou bem – não só pra eles, mas para duas gerações adiante. Eles cruzaram oceanos para chegar aqui, trabalharam exaustivamente, construíram um patrimônio econômico e afetivo sólido.

E a nós, o que sobra? Podemos, claro, continuar contando as histórias de nossos avós e bisavós, e também de nossos pais. Mas se elas são distantes para nós, imagina para nossos filhos? (Nem mesmo sabemos se queremos ter filhos…)

Podemos também trabalhar para que o legado deles continue. Só não podemos nos enganar: absolutamente tudo mudou. Não sofremos ameaça de guerra e de miséria em nosso convívio abastado. Não temos nem sequer grandes planos. Nem grandes problemas, se pararmos pra pensar (chego a ficar vermelha só de pensar a cara que minha vó faria se soubesse por cada bobagem que eu choro!)

Isso quer dizer que não temos nenhum legado a passar? Só porque não temos histórias épicas? Eu não sei a resposta para essas perguntas. Essa é a chave quando se fala de legado: ninguém se dá conta de que está construindo um a todo momento.

Tenho me lembrado do sermão que ouvi na última Páscoa. O padre nos aconselhou a viver uma vida de abundância, de dar inveja (no bom sentido). Viver a vida que você invejaria nos outros: uma vida com muitas alegrias, amores, risadas, viagens, vinhos. Uma vida com muito de tudo que você considera importante. Assim, vamos construindo nossas raízes nesta terra que um dia há de nos comer.

Isso só pode ser Prosperidade.

*Este texto foi escrito na encantadora Prosperidade, distrito de Vargem Alta (ES). Agradeço ao amigo Douglas Scaramussa, também neto de imigrante e com um coração maior que o legado imenso de sua família, pelo convite. Agradeço também a companhia dos amigos que nos lembram todo dia como nossa vida é próspera e como há muito pelo que ser grato.

Namastê

Por Vanessa Henriques

Li outro dia uma extensa reportagem sobre meditação. Crianças, adultos, idosos e o Prem Baba fazem e adoram. É a conexão do corpo com a mente, melhora a concentração, reduz a ansiedade, ajuda no desempenho no trabalho ou na escola. Sem contraindicações.

Tudo é muito bonito, pena que pareça tão distante. Comecemos pelas indicações da reportagem:

Escolha um ambiente confortável e silencioso” — ora, todos sabemos que essas condições são excludentes. Minha cama é confortável, mas tem o barulho da janela. A sala é espaçosa, mas tem a TV. É uma grande análise combinatória essa vida.

Escolha um cômodo tranquilo, de preferência à meia luz” — essa tá fácil, já que a luz da sala queimou faz algumas semanas e até agora não tomei coragem de trocá-la…

Use roupa confortável; dispense qualquer roupa que aperte, incomode ou prenda” — Ganha um doce com o rostinho do Dalai Lama quem encontrar uma roupa feminina que tenha todos esses requisitos.

Coloque uma almofada sob o bumbum [risos] para a apoiar a região sacrococcígea. Em seguida, sente em uma posição bem confortável” — Desafio 2: pedir para alguém com escoliose moderada encontrar uma posição confortável sentado numa almofadinha no chão.

Mantenha os olhos bem fechados” YES, essa eu consigo!! “A coluna deve ficar ereta durante todo o exercício” Foi por pouco…

O meu preferido, para finalizar: “Não medite logo após as refeições nem com o estômago vazio”. Senta aqui, querido repórter. Esto no ecxiste (leia com voz de padre Quevedo). Ou eu medito ao acordar (barriga vazia) ou depois do café (barriga cheia) ou depois do trabalho (barriga vazia) ou depois da academia (barriga vazia) ou depois da janta (barriga cheia). Não consigo me lembrar da última vez que alcancei esse estágio intermediário que você diz existir.

Antes que perguntem, não tenho nada contra a meditação. Já frequentei umas boas aulinhas de yoga, com tempo para meditação no final. É uma delícia, recomendo a todos.

Minha revolta tem uma origem mais, digamos, estrutural. É muito fácil recomendar meditação quando todo mundo anda nervoso, ansioso e à beira de um ataque de nervos. Parece até bacana falar isso.

Mas não é bem por aí. Somos cada vez mais exigidos no trabalho, o bendito celular nas mãos o tempo todo (para a vida e para o trabalho), a ridícula necessidade de viajar e tirar fotinhos bonitas para postar nas redes sociais, a Rita Lobo falando para cortar os ultraprocessados, o instrutor da academia te olhando torto ao ver seu pneuzinho ressurgindo, e eu poderia continuar nesta lista por alguns dias.

Sabe quando você está tiririca da vida e alguém fala com a maior tranquilidade “Fica caaaaalma”? É isso que estão fazendo conosco. Opa, vocês estão ansiosos, sobrecarregados, precisam tomar whey, ser bem-sucedidos, transar muito, ser ricos,  culpa de vocês, vão fazer uma meditaçãozinha para relaxar.

Quer saber? Eu acho que tá todo mundo relaxado demais. Quem passa o dia encostando a região sacrococcígea numa cadeira de escritório não devia ficar assim tão calmo. Tá faltando mais revolta antes da gente chegar ao estado de mindfullness — ou cabeça cheia de vazio, em tradução livre e jocosa. Meditar no caos não resolve nada, só nos torna um pouquinho mais dóceis.

Ainda assim, recomendo a meditação — seja lá qual forem as condições possíveis. É preciso estar preparado e equilibrado para melhorar todo o resto. Ou para, pelo menos, estar mais zen quando seu chefe insinuar que você poderia ficar mais calminha.

Namastê! A irritadinha que habita em mim, saúda a irritadinha que habita em você!

 

Aquecida e repetitiva

Por Vanessa Henriques

Manhã fria, vó doente, e lá vai a neta levá-la no hospital. Saí cedo, de café tomado e olho meio aberto, colocando o primeiro casaco que encontrei. Vento frio na rua, ‘precisava de um cachecol’ pensei, já dobrando a esquina e sem chance de voltar para casa.

Lógico que a minha vó percebeu logo de cara que eu estava desagasalhada. Aliás, sempre estamos desagasalhadas ao olhar das mães, avós, bisas, etc. Às vezes é exagero, às vezes é verdade — neste caso, era verdade.

Ela sacou um cachecol mostarda do armário e intimou: “coloca que tá frio”. A cor chamou logo a atenção, mas eu estava com muito sono e frio para negar. Mas ficou a dúvida: por que diabos ela tricotou um cachecol dessa cor?

Na volta para casa, ela insistiu que eu ficasse com ele. Levei sem relutar, ainda que fizesse mais de 25ºC e eu não estivesse com frio nenhum. No dia seguinte fez mais frio ainda, e a nova intimação veio por telefone: leva o meu cachecol. Sabe como é praga de vó, melhor não contrariar…

Eis que o cachecol caiu nas minhas graças. Ele combinava com todas as minhas roupas (estranhamente tenho muitas roupas azuis, e mostarda combina com isso), e era de fato muito quentinho. Usei ele algumas vezes até devolver à dona, que só aceitou porque a temperatura já superava os 30ºC.

Já tinha percebido há algum tempo que eu já tenho pares pré-combinados de roupa: esta camisa com aquela calça; este sapato com este vestido; e até mesmo este batom com esta blusa. Podem até ser boas combinações, mas jamais as únicas.

Por comodidade, preguiça e talvez até falta de criatividade, percebi que usava sempre as mesmas combinações — e sei que não estou sozinha nessa. Por que será que é tão difícil sair do piloto automático? Estão faltando mais cachecóis mostarda nessa vida besta.

Inspirada pelo episódio, comecei a tricotar um cachecol para mim. Talvez já seja verão quando ficar pronto — se depender da minha boa vontade e habilidade. E a cor não é tão moderna assim. Sabe como é, vó, nem todo mundo é tão pra frente quanto você.

Bem casados

Por Vanessa Henriques

 

Tudo vazio e dois pequenos.

Paredes cinzas

quanto espaço

quanto espelho.

 

Livro pra todo canto.

Armário: pra você só um tanto…

Mesa: toda sua, eu me arranjo.

 

A cozinha não dava conta de tanto mimo

de vó, de mãe, de irmãos, de amigos

Pano de prato ainda tem estoque

e tigela não tem mais onde bote!

 

Veio mesa, sofá, estante

e até o velho rádio com vitrola

aquela pedra que você roubou do Varvito

E debaixo da cadeira um pó meio esquisito

 

Um vaso de planta

dois

três

contei hoje: são 17 vasos

desconta os dois que já estavam no apartamento

e soma aqueles que vão vingar

(tipo aquele coqueiro que você insiste em dizer que não é um coqueiro)

 

Pássaros na cortina

e na varanda.

Dois pratos de comida que voaram com o vento

uma samambaia que se jogou ao relento.

 

Muitos santos

nesse templo.

Quantas velas será que acendemos neste tempo (nos bons e maus momentos)?

De falta de luz foram poucas

De alegria foram muitas

 

“Codo a codo somos mucho más que dos”

diz o poema que a gente adora.

Criamos um mundo em 50m²

E eu o amo com todas as forças.

 

Isso foi casa.

Comigo.

Diz que sim?

Pra chamar de seu

Por Vanessa Henriques

Quem acompanha blogs de beleza e moda conhece alguns chavões do meio, como os tutoriais, o polêmico “look do dia” ou a “lista de desejos do mês”. Nada contra, faz parte do jogo e ainda tiro boas inspirações disso tudo (apesar de sempre rolar aquela desconfiança: será que é publi?).

Mas um tipo especial de postagem sempre chamou minha atenção: o “usei até o fim”, que reúne, geralmente, os produtos queridinhos das nécessaires, que são usados rapidamente. Sempre me revoltou pensar que seja digno de nota que se usou um produto até o fim (antes da validade expirar, de preferência), quando me parece óbvio que produtos são para ser usados até o fim. Serão mesmo?

Essa semana percebi que meu batom preferido está chegando ao fim. Fim mesmo, não é metade da bala, não é que já está com formato esquisito e muito menos vencido. Está no fim por uso, diário praticamente. E eu não consigo me lembrar do último batom que chegou nesse ponto.

A coisa não parou por aí. Último lápis? Venceu antes de acabar, joguei fora. Último blush? Putz, mal uso, deve tá lá vencido no fundo do armário. Última base? Ganhei da minha irmã, acho que nunca usei. Última sombra? Tá vencida mesmo e eu uso, ninguém vai conseguir separar nosso amor!!!

Os blogs estão certos, quase nenhum produto é usado até o fim, e quando o são, devem ser alçados ao hall da fama. E se eles tão certos, nós devemos estar erradas, afinal consumimos maquiagem e produto de beleza de forma nem sempre muito racional, o que leva a um acúmulo de itens iguais (responda rápido, quantos batons nude você tem?), de itens não usados (aquele esmalte verde parecia uma ótima ideia…) e, na esmagadora maioria, itens vencidos.

Entre certos e errados, para mim o buraco é mais embaixo. A indústria lança um monte de coisa nova e legal todo mês, os blogs resenham e divulgam, e você lê, gosta, e já sentindo aquela vontade desesperada de mudar essa mesma cara de sempre, compra. É uma questão um pouco maior do que a nossa nécessaire.

Então achem o “usei até o fim” de vocês. Eu definitivamente achei o meu — uma pena que ele seja importado, que o dólar esteja caro e que eu não conheça ninguém com viagem marcada pros próximos meses. Ainda bem que eu tenho mais uns quatro batons nudes em casa.