Por Vanessa Henriques
Cheguei.
Não tinha ninguém.
Ficamos eu e as luzes e o barulhento ar condicionado.
Deveras
Hoje não era dia de trabalhar
Era dia de enrolar nas cobertas
de comer pão de queijo
de abraçar mais um pouco.
Hoje não era dia de trabalhar
Era dia de ouvir o barulho da chuva
escorrendo pelo vidro
o barulho do vento
balançando a janela
a cortina.
Hoje não era dia de trabalhar
Era dia de sonhar
com a vida que queria
com a vida que podia
e não com aquela que te esperava no escritório do ar condicionado barulhento.
O sapato de salto
a poça no asfalto
o guarda-chuva no alto
e o coração longe longe.
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